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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quando foi a última vez que você passeou em um parque?

Em mais uma bem-sucedida troca da esteira pela caminhada ao ar livre, recentemente descobri o Reservatório Sumaré (veja fotinhos acima). Não posso dizer que é assim um lugar escondido, mas como moro por aqui há pouco mais de um ano, nunca tinha entrado lá.
Em Indaiatuba, onde eu cresci, o point da caminhada é o Parque Ecológico. Basta ir nas horas certas que você entenderá o código do local. Claro, você tem que respeitar. Bicicletas em uma pista, pedestres na outra, no mesmo sentido em que os carros se locomovem.
No parque do Reservatório é a mesma coisa. Há uma espécie de quadra (em que é proibido jogar futebol) ocupada pelos caminhantes. Fique tranquilo, os frequentadores mais assíduos já estarão lá e você logo vai perceber para que lado se anda. Quem preferir também pode caminhar em trechos de terra ou pedrinhas. Provavelmente vai precisar de várias voltas para atingir sua meta, afinal o local é pequeno, mas me parece uma opção melhor do que caminhar na também popular Avenida Sumaré (embora seja uma área plana e o canteiro pareça agradável, você é obrigado a respirar a fumaça dos carros que passam ao lado).
Eu sei que São Paulo tem opções mais populares como o Ibirapuera ou o Parque da Água Branca (uma amiga me contou hoje que conheceu o Parque da Independência e adorou), mas a gente deve valorizar o que está perto da gente, não é? E não adianta querer ser "verdinha" e pegar o carro para ir atééééé um local mais bacana. Então, para mim, caminhar entre árvores vendo antenas de canais de TV e reservatórios que parecem coretos está mais do que bom.
E você, onde vai para caminhar ao ar livre?

domingo, 4 de julho de 2010

Caminhos de floresta num jardim aberto ao público


Mais um dia em que optei por não consumir energia elétrica na esteira e fui caminhar pelo bairro. Dessa vez, entrei na Adalbertolândia. Este é nome do simpático jardim que oferece mudas grátis. E ainda tem um slogan: “a única lândia que é de graça”.
Trata-se desta esquina da foto, propriedade particular mas que desde 1969 é aberta para o público aos finais de semana e feriados, gratuitamente. Lá dentro, mães e filhos se divertem nos brinquedos de madeira em meio a uma minifloresta, com placas indicando os “caminhos” numerados e informações sobre as espécies.
Do lado de fora da Adalbertolândia está esta placa que eu já tinha visto outro dia. Sempre tem uma muda de árvore esperando um dono na calçada.

Não acha super nobre alguém abrir mão de parte da sua propriedade para oferecer um pouco mais de convivência com o verde para as outras pessoas, muitas que ele nem conhece (como eu)?
A cidade de São Paulo tem cerca de 4,6 m2 de área verde por habitante (segundo levantamento da Prefeitura em 1995). O índice ideal – que todo mundo diz que foi definido pela ONU, mas não se sabe ao certo de onde veio – é de 12 m2 de área verde por habitante. Precisamos de mais Adalbertos para chegar lá, não acham?