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sábado, 11 de setembro de 2010
A cidade que ficou embaixo d´água
Esta semana um compromisso de trabalho me levou a Murici, Alagoas. Acho que foi a quarta vez que estive lá, mas esta foi diferente, porque em junho a cidade foi parcialmente destruída por uma enchente. A parte baixa do município está como mostra este rápido vídeo do youtube. Residências, comércios, escolas, cartório... tudo caiu. As pessoas estão vivendo temporariamente (há alguns meses) em barracas. Muitos documentos foram perdidos e as escolas estão com horário reduzido para conseguir atender mais turmas (vindas das que não existem mais). Mas a vida continua e as pessoas aprenderam muito com a tragédia, se uniram, se ajudaram e sinceramente o que eu mais vi foi gente com sorriso no rosto, se reerguendo. Bem chocante.
Nem quero falar muito porque ficar lá só dois dias não é suficiente para entender o que aquelas pessoas passaram e estão passando, mas acho que vale perguntar o que isso tem a ver com a minha vida ou com a sua?
O primeiro pensamento é o de agradecer por viver em um lugar que tem estrutura, por ter uma boa casa e uma vida excelente. Mas a gente também tem que pensar que o que aconteceu lá pode acontecer com qualquer um de nós. Ao longo dos anos, a gente vem tirando as árvores que protegem as margens dos rios, ocupando estas margens, mudando o curso dos rios para atender a nossas vontades, construindo em cima de nascentes aterradas... E a natureza só quer seguir seu rumo. Mais dia, menos dia, a água vem e a gente tá lá do lado. Temos que encontrar uma forma de viver em harmonia com o planeta que faz possível nossa existência. Ainda dá tempo de mudar.
PS: Se quiser ver o que fui fazer lá em Murici visite o blog da SOS Mata Atlântica.
domingo, 5 de setembro de 2010
Trânsito e comércio em Indaiatuba
Depois de uma semana tão agitada que nem deu para postar algo, meu final de semana prolongado começou em Indaiatuba, cidade em que morei boa parte da minha vida. Aproveitei a manhã de sábado para resolver algumas coisas no Centro, bem naquela hora em que todo mundo sai de casa para aproveitar o comércio aberto. Meu pai, que mora lá, saiu no mesmo horário e se assustou com o trânsito, desviou de um congestionamento, enquanto eu me admirava por ver o povo resolvendo tudo de bicicleta e a pé, como eu fazia há alguns (vários) anos.
Certamente não é a mesma cidade tranquila em que eu morava há 10 anos, mas embora tenha bem mais gente e esteja mais desenvolvida, ainda guarda algumas características especiais. É super tranquilo atravessar a praça principal (na foto acima), olhar a fonte e o coreto, rodeadas de agências bancárias e do trânsito supostamente nervoso. Marcas como M. Officer e Le Postiche possuem lojas de rua, isso mesmo, fora dos shopppings. E você consegue resolver tudo em um raio de três ou quatro quadras, sem stress.
Me senti sortuda por ter pessoas queridas lá e poder voltar para esta atmosfera de vez em quando, recarregar as energias e ajustar meu ritmo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A panela de pressão é verdinha
Você já cozinhou feijão na panela comum? Eu já! Leva horas, gasta muita água e muito gás, sem falar que não fica tão saboroso. Desculpe, mas eu tinha muito medo da panela de pressão, por isso só tenho a minha própria há pouco mais de um ano. Quem me fez perder o medo foi a super Fernanda Franco, com quem fiz o curso de Culinária Vegetariana. Ela me mostrou o quanto a panela de pressão é mais sustentável, provou que se a gente souber usar ela é segura e eu enfrentei a dita cuja. Hoje sei que panela de pressão é TUDO nessa vida! Batata, lentilha, sopas e mais sopas, vai tudo para lá e fica pronto rapidinho.
Aliás, eu também aterrorizei a Fernanda com a receita de “salada de latas” que aprendi com um amigo atribulado pela vida de casado com criança pequena. É assim: uma lata de ervilha, uma lata de milho, uma lata de atum ou o que vc tiver, mistura tudo, tempera e come. Depois de ler “Devagar” e entender os princípios básicos do movimento slow food sei o quanto faz diferença sentir o cheiro da cebola refogando no azeite e preparar algo mais natural. Apesar da correria, evito ao MÁXIMO a salada de latas, eu juro. Esta semana ainda ouvi em uma palestra: “use as áreas periféricas do supermercado”. E não é que o que está no meio do super é o que menos importa? Troque as latas pelas frutas, verduras, legumes e bon apetit!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
A combinação perfeita entre o gás e a água
Quem tem aquecedor a gás (como eu) levanta as mãos para os céus nestes dias de frio. O banho fica quentinho, quentinho e a gente tem que se controlar para não gastar água demais. O problema é que até que a água aqueça, um tanto de líquido é desperdiçado.
A primeira regra básica a gente já sabe: devemos aproveitar esta água para outras coisitas (lavar roupas íntimas, tirar o restinho das embalagens que vão para reciclagem e por aí vai). Mas outro dia um técnico do aquecedor que veio aqui em casa me ensinou outra regra básica. Temos que ajustar o aquecedor corretamente para economizar água e gás.
A história é a seguinte. Se a gente usa as duas torneiras, a água fria e a água quente ficam brigando lá dentro do cano para ver quem tem mais força e chega até nós, por isso a temperatura muda durante o banho e a gente tem que ficar “temperando” a água... Um pouco mais quente, um pouco mais fria. Esta briga gera desperdício de água, por isso a combinação perfeita terá sido encontrada quando você não precisar abrir a torneira da água fria e tiver a quantidade e temperatura de água quente regulada lá no aquecedor.
Como fazer? Bom, depende totalmente do tipo de aquecedor que você tem. Pode ver no manual ou aproveitar o técnico quando ele vier fazer a revisão. O meu aquecedor, por exemplo, tem um regulador do gás (que determina o tamanho da chama) e outro regulador do fluxo da água. Arrumando os dois no ponto certo só preciso abrir a água quente. E, claro, conforme os dias forem esquentando tem que ajustar para que a água fique menos quente.
A primeira regra básica a gente já sabe: devemos aproveitar esta água para outras coisitas (lavar roupas íntimas, tirar o restinho das embalagens que vão para reciclagem e por aí vai). Mas outro dia um técnico do aquecedor que veio aqui em casa me ensinou outra regra básica. Temos que ajustar o aquecedor corretamente para economizar água e gás.
A história é a seguinte. Se a gente usa as duas torneiras, a água fria e a água quente ficam brigando lá dentro do cano para ver quem tem mais força e chega até nós, por isso a temperatura muda durante o banho e a gente tem que ficar “temperando” a água... Um pouco mais quente, um pouco mais fria. Esta briga gera desperdício de água, por isso a combinação perfeita terá sido encontrada quando você não precisar abrir a torneira da água fria e tiver a quantidade e temperatura de água quente regulada lá no aquecedor.
Como fazer? Bom, depende totalmente do tipo de aquecedor que você tem. Pode ver no manual ou aproveitar o técnico quando ele vier fazer a revisão. O meu aquecedor, por exemplo, tem um regulador do gás (que determina o tamanho da chama) e outro regulador do fluxo da água. Arrumando os dois no ponto certo só preciso abrir a água quente. E, claro, conforme os dias forem esquentando tem que ajustar para que a água fique menos quente.
sábado, 14 de agosto de 2010
Faça vasos com garrafas e latas reaproveitadas
A dica é da minha irmãzinha. Nesta reportagem da Rede Globo, uma florista ensina a enfeitar a casa usando garrafas, latas e louças. Tudo bem simples, bom pra quem não tem muitas habilidades manuais (meu caso, rs). A Primavera está chegando, então anime-se! E se precisar de fitinhas para enfeitar os arranjos, lembre de reaproveitar embrulhos antigos, como falamos neste outro post.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Pequenas ideias para REDUZIR ou RECUSAR
Alguns materiais são verdadeiros símbolos da redução. (Quase) Todo mundo sabe que deve diminuir o uso de copo plástico, sacolinhas e papel no escritório, por exemplo. Então, comecei a prestar atenção em pequenas coisas que a gente usa quase sem perceber e que são desnecessárias e pouco sustentáveis. Fiz uma listinha para compartilhar com vocês:
Guardanapo de papel – Será que você precisa de todos os que utiliza em suas refeições?
Papel higiênico de folha dupla – O Greenpeace fez uma campanha nos Estados Unidos só para incentivar o povo a trocar os “soft” por papel higiênico de folha simples. Vale a pena se esforçar! O resultado é o mesmo. hehehe Também tem uma cartilha que indica os fabricantes de papéis que usam material reciclado.
Canudinho – Vai no restaurante, pede suco e vem o canudinho plástico dentro de um saquinho plástico ou de papel! Tem bebida que exige o uso de canudo, tudo bem. Mas para muitas outras ele é completamente dispensável. Que tal agradecer e devolver?
Comprovante de cartão de débito – Se você é daquelas pessoas que chegam em casa e vão conferir o comprovante com o saldo no extrato do banco beleza, pode pegar. Mas se você apenas vai jogá-lo no fundo da bolsa, comece a conferir o valor na própria máquina quando for digitar a sua senha e peça para o atendente não imprimir o seu comprovante.
É só o começo. Quem tem algo a acrescentar pode mandar ver nos comentários ou me enviar um email que coloco nos próximos posts.
Aproveitando o tema, dica de reportagem do Instituto Akatu sobre o que muda na nossa vida com a nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos.
Guardanapo de papel – Será que você precisa de todos os que utiliza em suas refeições?
Papel higiênico de folha dupla – O Greenpeace fez uma campanha nos Estados Unidos só para incentivar o povo a trocar os “soft” por papel higiênico de folha simples. Vale a pena se esforçar! O resultado é o mesmo. hehehe Também tem uma cartilha que indica os fabricantes de papéis que usam material reciclado.
Canudinho – Vai no restaurante, pede suco e vem o canudinho plástico dentro de um saquinho plástico ou de papel! Tem bebida que exige o uso de canudo, tudo bem. Mas para muitas outras ele é completamente dispensável. Que tal agradecer e devolver?
Comprovante de cartão de débito – Se você é daquelas pessoas que chegam em casa e vão conferir o comprovante com o saldo no extrato do banco beleza, pode pegar. Mas se você apenas vai jogá-lo no fundo da bolsa, comece a conferir o valor na própria máquina quando for digitar a sua senha e peça para o atendente não imprimir o seu comprovante.
É só o começo. Quem tem algo a acrescentar pode mandar ver nos comentários ou me enviar um email que coloco nos próximos posts.
Aproveitando o tema, dica de reportagem do Instituto Akatu sobre o que muda na nossa vida com a nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Presentes, embrulhos e... preocupações (?!)
Quando a gente é criança, quer ganhar o pacote maior para poder rasgar todo aquele monte de papel. Conforme os anos passam, fica mais difícil dar presente pra gente, os tamanhos diminuem e as nossas preocupações aumentam. Acabo de chegar à minha versão 3.3, renovada e (espero que) mais verde. O dia “D” foi super especial, começando o novo ano já com muito amor e saúde. Just perfect!
Mas eu – que chata! – parei para pensar nos resíduos gerados pelos presentes. Gente, adorei cada presente e cada comemoração. Quero tudo!
Minha mãe ensinou a gente a guardar os embrulhos e agora eu entendo por quê. Ela tem uma área mágica no guarda-roupa onde você sempre encontra os apetrechos para o pacote perfeito (caixas, fitas e papéis de presente esticadinhos). Já implantei isso na minha casa também, claro, e com isso o reuso impera ao presentear minhas pessoas queridas. Compro pela internet e tasco um belo papel reaproveitado.
Meu irmão faz aniversário pouco antes de mim e a gente adora se dar “presentes úteis”. Isso significa pagar o almoço, pagar parte da festa ou até uma conta vencida. rs Tudo vale! Super sustentável, não acham? Mas este ano ele ganhou espetos e facas para usar na churrasqueira nova. Embrulhadas até com plástico bolha. Ai que medo! Tomara que ele reutilize ou recicle.
Mas, voltando ao meu aniversário, amei tudo, cada presente e cada segundo do dia. E quero compartilhar aqui dois mimos pra lá de verdes. O primeiro é um tsuru feito de uma página de revista e acompanhado de um pergaminhozinho com desejos de muita felicidade (símbolo deste origami japonês). O segundo é um Bilhete Único (com crédito!), estímulo para deixar o carro em casa e encarar o transporte público paulistano. Claro que os presenteadores já passaram aqui pelo blog, né? Adorei a criatividade e a simplicidade dos dois. Agora preciso retribuir colocando o bilhete único para rodar...
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