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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Volta em grande estilo: com Dalai Lama

Eu já escrevi aqui que acredito que um mundo mais justo e mais sustentável começa dentro da gente e nas nossas relações com as pessoas. Sábado passado (17/9) tive a oportunidade de acompanhar a palestra do Dalai Lama no Anhembi e ouvir muitas palavras sábias que comprovam esta minha tese.

Não sou budista, mas tento praticar alguns dos princípios que existem nesta crença. Tudo começou para mim com o livrinho “Beginning To See”, que ganhei de uma amiga budista no longínquo ano de 1999. A imagem do “save yourself” ao lado é de uma das páginas do livro, escrito em inglês e chinês.

Voltando ao Dalai Lama, cada pequena atitude dele e da equipe de apoio me fizeram pensar na diferença entre aquele ambiente caloroso que conseguiram criar num espaço tão cinza e o mundo que vivenciamos aqui fora. Enquanto falava da paz no mundo, ele também se preocupava com o bem-estar do seu tradutor. E da equipe que estava na organização ouvi mais “obrigado” e “desculpe” do que quase minha vida inteira. Rs Quando o prefeito de São Paulo subiu ao palco, parte do público ensaiou uma vaia. Algo tão descabido para aquele momento, que o próprio público transformou em palmas.

Dalai Lama falou que este tem que ser o século do diálogo, calcado na interdependência entre os povos e nações. “Destruir o seu vizinho representa sua própria destruição”, resumiu, citando aqui as questões ecológicas. Ele também nos lembrou que desmilitarizar o mundo começa por um desarmamento interno: “raiva, ódio, medo, inveja e ganância são as primeiras fontes de violência”.
E aqui estão mais alguns pequenos trechos que me tocaram especialmente nesta manhã de grande reflexão: “Precisamos ter visão, uma perspectiva ampla, global, com disposição para trabalhar para este mundo. E também precisamos de Educação, um instrumento que pode ser usado de forma construtiva ou destrutiva. Meus jovens irmãos e irmãs, é preciso cultivar o calor do coração, prestar atenção nele para ter uma vida mais feliz. A autoconfiança reduz o medo e permite ter paz interior. (...) Formamos uma comunidade e temos uma responsabilidade perante ela. (...) Devemos apreciar nosso inimigo como alguém que nos dá uma chance de cultivar a paciência. (...) Se nove vezes você fracassa, nove vezes se põe de pé.”
Depois disso, só com muita pausa para reflexão, não é não?

domingo, 13 de março de 2011

Onde descartar remédios e pomadas?

Um probleminha de pele tem feito com que eu compre váááááários remédios, especialmente pomadas. Sem saber o que fazer com os tubos depois de esmagá-los até o fim, venho acumulando este lixo aqui em casa. Felizmente, duas redes farmacêuticas (Eurofarma e Droga Raia) implantaram recentemente programas de coleta de remédios e suas embalagens aqui em São Paulo.


Esta reportagem do programa Cidades e Soluções fala um pouco mais sobre o assunto:




Fui até a Droga Raia para conferir. O coletor é bem simples e aceita pomadas, comprimidos, líquidos e sprays, além das embalagens de papel (mas se elas não entraram em contato direto com os medicamentos você pode encaminhar para o local em que costuma reciclar os demais papéis que separa). Antes de descartar, é importante fechar bem o recipiente para que os líquidos não vazem. Como o sistema é informatizado, no site é possível ver que já foram descartados 218 quilos. Eles garantem o destino correto destes medicamentos e alguns até precisam ser incinerados. Com isso, se evita a contaminação causada quando alguém joga o resto de remédio no vaso sanitário, na pia ou no lixo comum.


Tomara que você não precise de tantas pomadas assim, mas se tem aí uma farmacinha com remédios vencidos pode começar a reuni-los e levar na drogaria (a lista das que realizam a coleta também está nos sites). Se for um sucesso aumenta a chance de eles ampliarem para todas as unidades da rede, né?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Como lavar louça com menos água

Back to basics. Aos poucos a gente vai conquistando alguns desafios importantes, mas sempre tento olhar para aqueles atos simples e enxergar os detalhes que podem me deixar mais sustentável. Quando lavo a louça, tento encontrar novas formas de gastar menos água. Afinal, uma lavagem de louça mal feita gasta mais de 100 litros de água! Algumas dessas dicas, minha mãe me ensinou, ela é mestra nisso. Talvez você tenha outras sugestões. Se for o caso, comente, conte pra mim!
- Tire bem a sujeira das louças e acumule algumas peças na pia (se você lavar apenas uma, vai gastar toda a água só para ela). Posicione as peças dentro da pia de forma que elas aproveitem a água que cai. Isso também vale para aquelas panelas que precisam de água para amolecer a sujeira e até para lavar embalagens que serão recicladas. A panela de pressão ou o copo do liquidificador são ótimos para ficar recebendo água.
- Deixe a torneira semiaberta, se o jato estiver forte demais vai desperdiçar e se molhar. E feche a torneira sempre que possível. Não menospreze os intervalinhos entre colocar uma louça no escorredor e pegar a próxima.
- Organize as louças para ir das mais limpas (copos, por exemplo), para as mais sujas (panelas), assim quando chegar nessas últimas elas já estarão amolecidas. Organize também as que podem ser lavadas juntas ou as que podem “se ajudar”
- Use menos detergente. Se a panela está engordurada (vamos crer que vc já separou o óleo, né?), coloque um pouco de água e uma gota de detergente. Deixe um tempinho que já vai ser suficiente.
- Dependendo da quantidade de louças, você pode ensaboar todas e depois enxaguar todas juntas de uma vez.
- Limpe a pia quando estiver chegando nas últimas louças, assim a própria água da louça fará o serviço de deixar tudo limpinho no final.
E, para relaxar, duas animações sobre água que eu adoro:





Animação gota d agua por ravnos no Videolog.tv.




quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O que as escadas rolantes dizem sobre nós?

A escada rolante é uma daquelas maravilhas do mundo moderno que a gente já nem se dá mais conta de quanto usa e abusa. Uma vez, ao chegar na Rodoviária de São Paulo vi um senhor paralisar em frente a ela porque nunca tinha visto nada igual. De fato, em algumas cidades ela ainda nem existe. Em Indaiatuba, ela foi novidade no final dos anos 90 e a criançada ia para o shopping para ficar subindo e descendo.


Hoje, cheguei de viagem no Aeroporto de Congonhas e uma senhora que estava no meu vôo fez como o senhor vindo do interior: paralisou sem entender o que era aquilo que se movia na frente dos seus pés. Eu falei um tímido: “a senhora quer ajuda?”, mas foi tímido demais, não serviu para nada. Uma moça que vinha em seguida conseguiu exercer a gentileza. Chegou, pegou na mão da senhora sem dizer nada e viajou escada abaixo. Gente, a mulher aprendeu a andar de avião antes de aprender a usar a escada rolante! E um monte de gente neste Brasil que a gente desconhece NUNCA VIU UMA ESCADA ROLANTE! E eu não consegui ajudar a mulher!

Há alguns anos, tive o prazer de reapresentar São Paulo a uma querida amiga de Recife que só tinha vindo para cá na infância. Agitada como só, ela se identificou de cara com a cidade, mas ficou espantadíssima com um detalhe que a gente que está aqui todo dia nem vê: as pessoas andam na escada rolante! Não é que é verdade? Para na escada do metrô de uma forma que feche a passagem e você será atropelado ou xingado na certa. Será que precisa? Então vai pela escada normal, faz exercício e deixa de estimular o uso de energia.

Tudo isso me faz lembrar um livro que para mim foi muito especial. É o "Devagar", escrito por Carl Honoré. Ele nos lembra como faz diferença comer sem pressa, se concentrar, respirar, enxergar as pessoas que estão à sua volta... e principalmente viver um momento de cada vez, conscientemente. Só assim eu pensaria em dar a mão amiga pra tiazinha e, quem sabe, até bater um papo para conhecer o que a trazia a esta cidade enquanto atravessávamos o saguão e eu explicava onde ela poderia resgatar suas malas. Ok, vou reler o livro. :)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Aprendizados praianos no Réveillon do Guarujá


Feliz 2011! Meu fim/início de ano foi no Guarujá, praia que freqüento desde criancinha. Entre uma caipirinha e outra, papos-cabeça, leituras e sol, muito sol, todo mundo se pegou pensando e falando em ser mais verdinho.

Com a ajuda da minha irmã, registramos o triste momento da foto acima. Um grupo deixou a mesa cheia de seus restos, a moça da barraca (dona da mesa) jogou tudo para a areia (a mesma areia que garante o sustento dela!) para liberar a mesa. Talvez ela fosse juntar o lixo mais tarde, mas talvez a água do mar chegasse antes ou as passadas das pessoas misturassem o lixo com a areia, aí já era.

Minha mãe juntou as latinhas de cerveja (separadas e limpas pelos "meninos" da casa) e levou para os catadores na praia e meu pai percebeu que ter um box menor no banheiro é uma excelente tática para obrigar a pessoa a fechar o chuveiro para se ensaboar (“Não tem jeito, se não desligar a água cai em cima de você e você não consegue se ensaboar”, ele constatou).

De um lado, pela minha família, vejo que “todo mundo” já tem alguma informação sobre sustentabilidade e ao menos tem consciência dos seus atos. Mas de outro, ao ver tanto lixo jogado (e esta foto é só um mínimo exemplo) num espaço que é de todos, mas é cuidado por ninguém, vejo que ainda tem muita gente para ser contaminada pelo Lado Verde da Força.

Então, vamos lá, decisão de Ano Novo: contamine-se ainda mais e ajude a contaminar outras pessoas para que a gente tenha um 2011 verde brilhante iluminado (com luz natural :)).

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O ônibus fica imundo em dia de chuva, mas ainda vale a pena



Tem coisas sobre transporte público que ninguém conta para uma iniciante como eu. Tipo: o ônibus pode passar naquela avenida, mas não necessariamente vai parar em todos os pontos dela (e você fica lá, com o braço balançando... :)) ou que o ônibus fica imundo e especialmente escorregadio em dias de chuva.
A verdade é que eu estou me divertindo com a aventura de deixar o carro em casa em uma cidade como São Paulo e as surpresas que este novo hábito me oferece. Fico lendo os letreiros e tentando imaginar onde ficam aqueles lugares.
Não me incomoda errar o ponto, me segurar pra não cair no chão molhado ou mesmo esperar o ônibus certo chegar, afinal querer que o busão passe na hora que eu decidi sair de casa é demais. Mas acho um absurdo a falta de estrutura para esperar o ônibus. Sol forte um dia, chuva sem parar no outro e quando o ponto tem uma coberturazinha cabem apenas umas 5 pessoas. O resto fica na poça ao lado se equilibrando embaixo do guarda-chuva.
Mas, porém, contudo... mesmo com tudo isso eu ainda acho que vale a pena deixar o carro em casa. Enquanto o trânsito enlouquece com a chuva e a Paulista para vendo Papai Noel deitado e luzinhas de todas as cores, eu estou lá dentro sentada, aproveitando a meia hora que separa minha casa do trabalho para ler, pensar na vida, ver as pessoas, assistir a TV do ônibus. O carro é uma bolha, te separa do mundo e te enche de stress, além de liberar carbono só para transportar uma pessoa, então só vai sair de casa nos dias em que for necessário. Nos restantes, pode descansar!
E se você quer ver as luzes natalinas sem liberar carbono, vai lá no youtube que tem vídeos como este aí de cima. Alerta de denúncia de idade: essa música do vídeo tocava quando eu ia nos bailinhos da minha adolescênciaaaaaaaaaaaa.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

No Verão fica mais fácil se esverdear



Embora a estação comece oficialmente daqui a algumas semanas o clima do Verão definitivamente já chegou por aqui. Tá um super calor e tenho percebido que com o clima mais quente fica mais fácil ser sustentável.
O dia ensolarado nos convida a abrir a janela, deixar o sol entrar e aproveitar a luz natural para trabalhar. Graças ao santo horário de Verão, dá para caminhar na rua tranquilamente depois do trabalho! E, ao chegar em casa, é hora de ajustar o aquecedor para gastar menos gás (leia este outro post sobre a combinação perfeita entre água e gás) e deixar de lado a desculpinha de que se fechar o chuveiro para se ensaboar a água vai esfriar. Gente, ducha morninha é tudo de bom e vale a pena encarar a água fria também. É revigorante e dizem que faz bem pra pele, pro cabelo...
Bom Verão pra você também!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Hoje é Dia Reciclar nos Estados Unidos

Tive a oportunidade de ir a Nova York no ano passado. Amei a cidade e tudo o que ela oferece, mas durante os passeios e mesmo no hotel me chamou a atenção a quantidade de material descartável que se produz. É a mesma sensação que você deve ter quando vai a um fast food aqui no Brasil, mas multiplicada por todas as refeições.
Como tudo é feito com pressa e muita coisa é feita na rua, você entra numa deli (espécie de loja de conveniência com restaurante por quilo), compra seu almoço e vai pra praça mais próxima com isopor e plástico em punho. Ao contrário de outros países, não vi lixos separados em muitos lugares e rezei para que fossem ao menos separados depois (fiz errado, eu sei).
Bom, tudo isso para dizer que fiquei muito feliz quando descobri que hoje (15 de novembro) é o America Recycles Day, algo como o Dia de Reciclar nos Estados Unidos. Ok, pode dizer que um dia só não vale, mas o objetivo da data é gerar conhecimento sobre o tema e fazer com que as pessoas pensem a respeito.
Governos e empresas aproveitam a data para divulgar iniciativas de reciclagem e de redução dos vários lixos que geramos. Este texto, apresenta sete dicas para celebrar a data de forma simples. E outro site que reúne informações sobre o tema é o da Keep America Beautiful, uma rede de voluntários. Na página é possível encontrar locais de reciclagem, baixar material para divulgar a campanha, organizar e disseminar eventos.
Tomara que eles experimentem, gostem e incluam este hábito saudável em suas vidas!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Natal chegou... e fiz uma cartinha para o Papai Noel


Há duas semanas passei na Ponte Estaiada e vi alguns homens se equilibrando para instalar as luzinhas. Não acreditei! Hoje passei pela Paulista e me dei conta: o Natal chegou mesmo e parece que a cada ano ele chega mais cedo. Os mega enfeites já estão na entrada dos shoppings e na vitrine das lojas!

Adoro o Natal e uma série de coisas boas que vem com ele: o esforço para encontrar os amigos que vc viu pouco durante o ano, a troca de carinhos com a família e as pessoas queridas, as comidinhas gostosas preparadas com todo cuidado por nossas mães e tias, o PANETONE, os pedidos para o Papai Noel (sim, eu ainda acredito nele!), as festas, os encontros, os presentes, as orações, a fé...
Mas, como tudo nesta vida, também tem uma parte do “pacote” que é um tanto triste, por isso vou compartilhar com vocês minha cartinha de desejos que poderiam mudar um pouquinho este cenário. Lá vai:

Querido Papai Noel, espero que neste ano deixem você vestir bermuda, camiseta e havaianas (porque aquela roupa não tem NADA de brasileira e eu passo mal de ver você com calor). Desejo, também, que os enfeites sejam reaproveitados (olha aí na foto que lindo está meu Papai Noel, que já tem uns 10 aninhos ou mais); que os presentes não precisem de embrulho; que as pessoas comprem o que é necessário apenas e não se importem com o valor, mas sim com o significado; que a gente enfeite e valorize árvores de verdade, daquelas que vão viver bastante e não sacrifique os pinheirinhos; que as luzes fiquem acesas apenas para fazer uma gracinha; que a comida que sobrar seja dividida e reaproveitada; e que a gente encontre uma forma de sempre melhorar nossa existência. Tudo de bom pro senhor! Lili

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lista de desculpas insustentáveis

Oiês! Tem coisas que eu falo para mim mesma ou que vejo outras pessoas falando e que percebo que não passa de uma grande desculpa. Resolvi listar aqui algumas destas frases que nos impedem de sermos mais verdinhos. Veja se concorda e coloque outras desculpas aí nos comentários pra gente se ajudar.


Ir de carro é mais rápido ou mais fácil do que os outros meios.
Vou deixar a luz acesa porque já vou voltar aqui.
Se fechar o chuveiro para me ensaboar vou passar muito frio.
Não consigo ficar sem comer carne.
Separar o lixo para reciclagem dá trabalho.

PS: Alguns eu já superei, outros ainda estou trabalhando firmemente!



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Uma pequena horta na minha janela


Nada como uma semanitcha de férias para colocar algumas vontades em dia. Se tivesse aula de jardinagem minhas notas seriam péssimas, mas consultei a "teacher" internet e tomei coragem. A receita inclui uma jardineira, um saco de terra adubada, algumas mudinhas (não encontrei sementes ainda) e o resultado da compostagem feita em casa... Junte tudo com cuidado, carinho e sem medo de sujar as mãos. As lições dizem que a hortinha precisa de várias regas ao dia no começo da vida e bastante sol, então foi instalada na janela do quarto. Agora teremos salsinha, hortelã, alecrim e manjericão direto da janela. Só pra começar! 


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Placas, eleição e poluição visual


Todos os dias, no meu caminho de casa para o trabalho vejo várias placas com nomes e números de candidatos espalhadas por calçadas e canteiros. Na campanha eleitoral não vale a Lei Cidade Limpa, aparentemente porque a lei federal (Eleitoral) está acima desta municipal. As placas me irritam porque me lembram da velha papelada pré-eleitoral. Sim, já é um avanço, mas com o passar do dia (e do vento), os cavaletes vão caindo e a quantidade delas vai aumentando, tornando nossa paisagem cada vez mais feia.
Um grupo criou um projeto que achei o máximo. É o Placa Porca, que propõe a “reciclagem de propaganda eleitoral colaborativa e georeferenciada”. No site dá para ver o trabalho deles e saber onde encontrá-los. Eles pintaram as placas usadas e espalharam pela cidade.
Pior que as placas é que tem candidato ainda no modelo antigo. Veja esta foto acima, de panfletos colocados nos carros perto do Terminal Tietê. Tem outros jogando papel na rua também. O cara que faz isso perde meu voto na hora, sorry. Assim como todo marketing, o eleitoral tem que ser criativo e sustentável, não acham não?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dia Mundial Sem Carro: eu consegui!

Para aqueles que acreditaram que eu seria capaz, aqui está o resultado: consegui deixar o carro na garagem o dia inteirinho!!!! E olha que não foi um dia calminho não, mas encarei trechos a pé, muito metrô, um pouco de táxi e até carona.

Foi triste ver que mesmo com uma data bacana como esta o trânsito em São Paulo estava caótico. Mas fiz a minha parte! E vocês?

PS: Lá na SOS Mata Atlântica aproveitamos para celebrar também o Dia do Tietê com uma praia inusitada e lançamos, ainda, a campanha “Vá de galinha”. Quer saber mais? Confira a praia aqui e a campanha neste link.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Será que um dia me liberto do meu carro?



Sabe aqueles dias em que tudo o que você quer é chegar logo em casa e se jogar embaixo das cobertas? Imagine que num dia desses você olha pela janela da sua sala de trabalho e vê que a fila de carros está enoooorme. E você, que ainda não aprendeu que deve deixar o carro na garagem sempre que possível, perde a coragem de enfrentar aquele mega trânsito.

“Você”, na frase acima, sou “eu”... Já falei sobre este assunto em outro post, mas não tem jeito, eu não aprendo. Cá estou novamente refém do trânsito. Quarta-feira agora (22 de setembro) é o Dia Mundial Sem Carro, por isso o assunto está mais forte ainda na minha mente. Você viu a pesquisa que o Movimento Nossa São Paulo divulgou sobre o tema? Se quiser conferir, clique aqui. E veja também o resultado do Desafio Intermodal.
Outro dia um flanelinha riscou meu carro com vontade porque eu não dei a quantia que ele pediu. Pensei que era um bom sinal para diminuir minha relação com meu companheiro automóvel, mas nem assim consegui. Confesso: estou presa a este meio de transporte. Mas pelo menos quarta-feira vou ser firme e me entregar à experiência.

Conta para mim, você que é um ser evoluído, como conseguiu se libertar do carro?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Café para adubar o jardim e jornal que vira lixinho



Esta semana fui na Starbucks da Alameda Santos, aqui em São Paulo, e me deparei com este simpático cesto da foto acima. Qualquer um pode pegar um dos sacos com restos de pó de café e levar para casa para adubar as suas plantinhas. Achei o máximo! E foi apresentado de uma forma super elegante pela loja, não acha não?

Outra ideia simples que faz toda diferença é a dos saquinhos de lixo para banheiro feitos com jornais velhos. Elimina a sacolinha plástica, acaba com a desculpa de “vou pegar só uma porque preciso para o lixo” e ainda dá uma utilidade para o jornal. A dobradura é bem fácil e talvez você também já tenha recebido um email com o passo a passo, mas se ainda não aprendeu clique aqui.

sábado, 11 de setembro de 2010

A cidade que ficou embaixo d´água



Esta semana um compromisso de trabalho me levou a Murici, Alagoas. Acho que foi a quarta vez que estive lá, mas esta foi diferente, porque em junho a cidade foi parcialmente destruída por uma enchente. A parte baixa do município está como mostra este rápido vídeo do youtube. Residências, comércios, escolas, cartório... tudo caiu. As pessoas estão vivendo temporariamente (há alguns meses) em barracas. Muitos documentos foram perdidos e as escolas estão com horário reduzido para conseguir atender mais turmas (vindas das que não existem mais). Mas a vida continua e as pessoas aprenderam muito com a tragédia, se uniram, se ajudaram e sinceramente o que eu mais vi foi gente com sorriso no rosto, se reerguendo. Bem chocante.

Nem quero falar muito porque ficar lá só dois dias não é suficiente para entender o que aquelas pessoas passaram e estão passando, mas acho que vale perguntar o que isso tem a ver com a minha vida ou com a sua?
O primeiro pensamento é o de agradecer por viver em um lugar que tem estrutura, por ter uma boa casa e uma vida excelente. Mas a gente também tem que pensar que o que aconteceu lá pode acontecer com qualquer um de nós. Ao longo dos anos, a gente vem tirando as árvores que protegem as margens dos rios, ocupando estas margens, mudando o curso dos rios para atender a nossas vontades, construindo em cima de nascentes aterradas... E a natureza só quer seguir seu rumo. Mais dia, menos dia, a água vem e a gente tá lá do lado. Temos que encontrar uma forma de viver em harmonia com o planeta que faz possível nossa existência. Ainda dá tempo de mudar.

PS: Se quiser ver o que fui fazer lá em Murici visite o blog da SOS Mata Atlântica.

domingo, 5 de setembro de 2010

Trânsito e comércio em Indaiatuba



Depois de uma semana tão agitada que nem deu para postar algo, meu final de semana prolongado começou em Indaiatuba, cidade em que morei boa parte da minha vida. Aproveitei a manhã de sábado para resolver algumas coisas no Centro, bem naquela hora em que todo mundo sai de casa para aproveitar o comércio aberto. Meu pai, que mora lá, saiu no mesmo horário e se assustou com o trânsito, desviou de um congestionamento, enquanto eu me admirava por ver o povo resolvendo tudo de bicicleta e a pé, como eu fazia há alguns (vários) anos.
Certamente não é a mesma cidade tranquila em que eu morava há 10 anos, mas embora tenha bem mais gente e esteja mais desenvolvida, ainda guarda algumas características especiais. É super tranquilo atravessar a praça principal (na foto acima), olhar a fonte e o coreto, rodeadas de agências bancárias e do trânsito supostamente nervoso. Marcas como M. Officer e Le Postiche possuem lojas de rua, isso mesmo, fora dos shopppings. E você consegue resolver tudo em um raio de três ou quatro quadras, sem stress.
Me senti sortuda por ter pessoas queridas lá e poder voltar para esta atmosfera de vez em quando, recarregar as energias e ajustar meu ritmo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A panela de pressão é verdinha


Você já cozinhou feijão na panela comum? Eu já! Leva horas, gasta muita água e muito gás, sem falar que não fica tão saboroso. Desculpe, mas eu tinha muito medo da panela de pressão, por isso só tenho a minha própria há pouco mais de um ano. Quem me fez perder o medo foi a super Fernanda Franco, com quem fiz o curso de Culinária Vegetariana. Ela me mostrou o quanto a panela de pressão é mais sustentável, provou que se a gente souber usar ela é segura e eu enfrentei a dita cuja. Hoje sei que panela de pressão é TUDO nessa vida! Batata, lentilha, sopas e mais sopas, vai tudo para lá e fica pronto rapidinho.

Aliás, eu também aterrorizei a Fernanda com a receita de “salada de latas” que aprendi com um amigo atribulado pela vida de casado com criança pequena. É assim: uma lata de ervilha, uma lata de milho, uma lata de atum ou o que vc tiver, mistura tudo, tempera e come. Depois de ler “Devagar” e entender os princípios básicos do movimento slow food sei o quanto faz diferença sentir o cheiro da cebola refogando no azeite e preparar algo mais natural. Apesar da correria, evito ao MÁXIMO a salada de latas, eu juro. Esta semana ainda ouvi em uma palestra: “use as áreas periféricas do supermercado”. E não é que o que está no meio do super é o que menos importa? Troque as latas pelas frutas, verduras, legumes e bon apetit!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A combinação perfeita entre o gás e a água

Quem tem aquecedor a gás (como eu) levanta as mãos para os céus nestes dias de frio. O banho fica quentinho, quentinho e a gente tem que se controlar para não gastar água demais. O problema é que até que a água aqueça, um tanto de líquido é desperdiçado.

A primeira regra básica a gente já sabe: devemos aproveitar esta água para outras coisitas (lavar roupas íntimas, tirar o restinho das embalagens que vão para reciclagem e por aí vai). Mas outro dia um técnico do aquecedor que veio aqui em casa me ensinou outra regra básica. Temos que ajustar o aquecedor corretamente para economizar água e gás.
A história é a seguinte. Se a gente usa as duas torneiras, a água fria e a água quente ficam brigando lá dentro do cano para ver quem tem mais força e chega até nós, por isso a temperatura muda durante o banho e a gente tem que ficar “temperando” a água... Um pouco mais quente, um pouco mais fria. Esta briga gera desperdício de água, por isso a combinação perfeita terá sido encontrada quando você não precisar abrir a torneira da água fria e tiver a quantidade e temperatura de água quente regulada lá no aquecedor.
Como fazer? Bom, depende totalmente do tipo de aquecedor que você tem. Pode ver no manual ou aproveitar o técnico quando ele vier fazer a revisão. O meu aquecedor, por exemplo, tem um regulador do gás (que determina o tamanho da chama) e outro regulador do fluxo da água. Arrumando os dois no ponto certo só preciso abrir a água quente. E, claro, conforme os dias forem esquentando tem que ajustar para que a água fique menos quente.

sábado, 14 de agosto de 2010

Faça vasos com garrafas e latas reaproveitadas

A dica é da minha irmãzinha. Nesta reportagem da Rede Globo, uma florista ensina a enfeitar a casa usando garrafas, latas e louças. Tudo bem simples, bom pra quem não tem muitas habilidades manuais (meu caso, rs). A Primavera está chegando, então anime-se! E se precisar de fitinhas para enfeitar os arranjos, lembre de reaproveitar embrulhos antigos, como falamos neste outro post.